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Revista AGRICULTURA URBANA Nº 18

"Edificando comunidades por meio da Agricultura Urbana" 


Sumário

Editorial

AIDS, agricultura urbana e mobilização comunitária no Zimbábue

Principais conclusões e recomendações da OFICINA 2004 sobre Agricultura Urbana e AIDS

Agricultura urbana de base comunitária em duas capitais da África Oriental

Visando os grupos socialmente excluídos: hortas comunitárias em KwaZulu-Natal, África do Sul

Promovendo uma Cidade sem Fome nem Indiferença: a agricultura urbana em Bogotá, Colômbia

A agricultura de base comunitária – a abordagem francesa

Promovendo a agricultura urbana por meio do modelo de “Centro Comunitário de Comida”

Novas comunidades de agricultores imigrantes na periferia de Beijing

O desenvolvimento de uma Cooperativa de Mulheres Produtoras em Istambul

Desenvolvimento comunitário com base nos recursos e na agricultura urbana: a experiência do sul das Filipinas

Uma reposta para uma crise crescente: a horticultura urbana em assentamentos sul-africanos

Agricultores migrantes no nordeste dos Estados Unidos

O “Growing Home” (Casa Cultivante) e o surgimento da Agricultura Urbana em Chicago

A efetividade da agricultura urbana como estratégia de sobrevivência entre os produtores urbanos no Zimbábue

Experiências de Agricultura Urbana na perspectiva da responsabilidade social

Legislação, políticas e a prática da agricultura urbana em Nakuru, Quênia: um adendo

Agricultura urbana e periurbana na cidade de Curitiba: Da preocupação Urbanística e a qualidade de vida para a segurança alimentar e o direito ao alimento saudável

 

Editorial- Edificando comunidades por meio da Agricultura Urbana
O número de pessoas ao redor do mundo que vive dentro e ao redor das cidades está aumentando rapidamente e os problemas associados com esse crescimento demandam abordagens criativas e multidimensionais. As autoridades urbanas enfrentam enormes desafios para criar suficientes postos de trabalho, oferecerem serviços básicos como água potável, saneamento, serviços de saúde e educação, gerir os resíduos urbanos e as águas servidas, criar economias locais eficientes, e facilitar a criação de comunidades saudáveis e sustentáveis dos pontos de vista ambiental e social em suas cidades.

AIDS, agricultura urbana e mobilização comunitária no Zimbábue
Takawira Mubvami e Milika Manyati

A disseminação da AIDS e do HIV tem afetado todas as comunidades – urbanas e rurais. Este artigo analisa como a agricultura urbana pode ser um meio para integrar as pessoas infectadas pelo HIV e as famílias afetadas pela doença de volta à comunidade. O artigo começa destacando algumas das questões relacionadas à AIDS e ao seu impacto, antes de apresentar estudos de casos que demonstram como a agricultura urbana tem sido usada para integrar as famílias afetadas às comunidades.
Principais conclusões e recomendações da OFICINA 2004 sobre Agricultura Urbana e AIDS
Em 2004, a Rede Internacional de Centros de Recursos para Agricultura Urbana e Segurança Alimentar (Fundação RUAF), o Centro Técnico para Cooperação Agrícola e Rural da União Européia – ACP, e a ONG sul-africana Abalimi Bezekhaya organizaram uma oficina e visitas de estudos ligados a projetos de agricultura urbana doméstica e comunitária, reunindo 30 participantes de 10 países da África meridional.
Agricultura urbana de base comunitária em duas capitais da África Oriental
Rebecca L. Rutt

A agricultura urbana é geralmente uma iniciativa solitária praticada por indivíduos ou famílias em busca de alimentos frescos. Os benefícios das atividades de agricultura urbana estão bem documentados, por isso a busca por modos de viabilizar as suas valiosas contribuições é uma questão vital, particularmente nos países em desenvolvimento, onde a agricultura urbana é freqüentemente a principal atividade de subsistência para muitos, e tem um altíssimo potencial para impactar suas vidas diárias.
Visando os grupos socialmente excluídos: hortas comunitárias em KwaZulu-Natal, África do Sul
Myles Oelofsea, Raymond Auerbachb e Andreas de Neergaarda

A multifuncionalidade da agricultura urbana a torna uma atividade largamente praticada nos assentamentos em torno da cidade de Durban, na África do Sul (1). Em Mpumalanga, por causa da falta de terra apropriada a agricultura de pequena escala na área, a horticultura comunitária tornou-se uma atividade popular nos poucos terrenos disponíveis no assentamento, que fornece aos seus residentes uma variedade de serviços de interesse nutricional, ecológico e comunitário.
Promovendo uma Cidade sem Fome nem Indiferença: a agricultura urbana em Bogotá, Colômbia
Claudia Marcela Sánchez, Jairo Andrés Silva e Rolando Higuita

Exatamente como outras cidades no país e ao redor do mundo, Bogotá, a capital da Colômbia, está enfrentando um rápido aumento populacional que causa o agravamento das desigualdades sociais. Em 2005 essa cidade de aproximadamente 6,8 milhões de habitantes tinha uma taxa de pobreza correspondendo a 38,5% da população, e a maioria dos pobres sofria de deficiências nutricionais devidas à falta de acesso a alimentos na quantidade e qualidade necessárias.
A agricultura de base comunitária – a abordagem francesa
André Fleury
As primeiras formas de agricultura na Europa parecem ter sido de base comunitária, como ainda é o caso em muitas sociedades rurais em países em desenvolvimento. Mas nas proximidades das cidades modernas, os agricultores têm encontrado dificuldades para resistir ao processo de individualização e de urbanização crescente. Este artigo irá destacar dois fenômenos recentes que estão ocorrendo na França, que respondem a esses processos e às vezes o contrabalançam. Ambos os fenômenos ilustram iniciativas que tentam restaurar as relações locais entre a cidade e o campo.
Promovendo a agricultura urbana por meio do modelo de “Centro Comunitário de Comida”
Rhonda Teitel-Payne
Por mais de 30 anos, o “Stop – Centro Comunitário de Comida” tem trabalhado para combater a fome e construir comunidades mais saudáveis e fortes no bairro de Davenport West, em Toronto. O Stop se esforça para aumentar o acesso a alimentos mais saudáveis de modo a manter a dignidade, edificar comunidades e desafiar a iniqüidade.
Novas comunidades de agricultores imigrantes na periferia de Beijing
Zhang Feifei, Cai Jianming, Liu Gang
A migração para as cidades tem aumentado rapidamente desde o início das reformas econômicas na China. Calcula-se que durante os últimos 30 anos, mais de 300 milhões de pessoas transferiram-se com sucesso do campo para as cidades e encontraram um trabalho nos centros urbanos chineses em rápida expansão; e espera-se que essa tendência continue pelos próximos 15 a 20 anos (Feng, 1996). Um grande número desses migrantes se costuma estabelecer-se nas áreas periurbanas e se dedica à agricultura como meio de vida.
O desenvolvimento de uma Cooperativa de Mulheres Produtoras em Istambul
Yılmaz Korkmaz

Istambul é uma antiga cidade em fase de rápida modernização. A migração em larga escala, vinda de toda Turquia para a sua capital, e a integração do país no mercado regionalizado e globalizado mudaram os padrões metropolitanos de moradia, segurança alimentar e condições ambientais, principalmente desde os anos 1950s.
Desenvolvimento comunitário com base nos recursos e na agricultura urbana: a experiência do sul das Filipinas
Robert J. Holmer e Anselmo B. Mercado

Nos anos mais recentes, a “Abordagem do desenvolvimento comunitário baseada nos recursos” (Asset-Based Community Development Approach - ABCD) tem sido reconhecida como uma estratégia inovadora para viabilizar o desenvolvimento gerado pelas próprias comunidades em áreas urbanas e rurais, e como uma alternativa à abordagem tradicional, baseada nas necessidades, aplicada usualmente pelos governos nacionais, agências internacionais, ONGs e instituições como o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE.
Uma reposta para uma crise crescente: a horticultura urbana em assentamentos sul-africanos
Matthew Lief
Trinta anos depois do levante estudantil de 1976, que marcou o inevitável fim do “apartheid”, as vidas das crianças que crescem em Port Elizabeth continuam limitadas e ameaçadas pela extrema pobreza em meio a famílias instáveis ou rompidas. Hoje a grande barreira enfrentada pelas famílias para oferecer um ambiente harmonioso, estimulante e seguro para as suas crianças não é mais um governo opressivo e racista, mas o peso de uma população sitiada pela AIDS e pelo desemprego em grande escala.
Agricultores migrantes no nordeste dos Estados Unidos
Hugh Joseph
Em um terreno de cerca de 35.000 m2, escondido atrás de um empreendimento que vende leite e laticínios, sete famílias de imigrantes e refugiados estão se preparando nesta primavera para mais um ciclo de plantios, como alguns dos mais recentes agricultores do estado de Massachusetts. Essa área em Dracut é um dos quatro sítios de treinamento para grupos de usuários patrocinados pelo programa “Novo começo na agricultura sustentável” (New Entry Sustainable Farming Project - (NESFP).
O “Growing Home” (Casa Cultivante) e o surgimento da Agricultura Urbana em Chicago
Orrin Williams
O programa “Growing Home”, em Chicago, Illinois, foi criado em 1992 por Les Brown, então Diretor de Políticas da “Coalizão dos Sem-Teto de Chicago”. O programa foi projetado para dar acesso ao mercado de trabalho por meio das experiências produtivas com agricultura urbana.
A efetividade da agricultura urbana como estratégia de sobrevivência entre os produtores urbanos no Zimbábue
Chipo Hungwe
A Declaração de Nyanga, assinada pelas autoridades municipais em 2002, representou um ponto de mutação no Zimbábue, na medida em que o reconhecimento oficial da agricultura urbana anunciou uma mudança na atitude das prefeituras. A agricultura urbana tem um grande potencial para melhorar a segurança alimentar e a sobrevivência das famílias, mas, na medida em que as iniciativas municipais apenas a acomodam oficialmente sem fornecer o apoio apropriado, incluindo o remanejamento de recursos, a atividade continuará a enfrentar muitos desafios.
Experiências de Agricultura Urbana na perspectiva da responsabilidade social
Departamento de Comunicação e Relações Públicas da Associação Atocongo Lima, Peru
A Associação Atocongo é uma organização que surgiu do programa de responsabilidade social corporativa da empresa Cementos Lima SA. Ela está comprometida a desenvolver programas e projetos de capacitação e desenvolvimento humano que ajudem a criar novas oportunidades para grupos urbanos marginalizados que buscam melhorar sua qualidade de vida. Uma estratégia usada pela associação para alcançar seus objetivos é a agricultura urbana.
Legislação, políticas e a prática da agricultura urbana em Nakuru, Quênia: um adendo
Agricultura urbana e periurbana na cidade de Curitiba: Da preocupação Urbanística e a qualidade de vida para a segurança alimentar e o direito ao alimento saudável
Daniel Rubens Cenci
Esta é uma publicação da Direção de Agricultura Urbana de IPES - Promoción del Desarrollo Sostenible
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