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"Não há caminho novo, o que há de novo é o modo de caminhar"
Pe. Thiago Mello

Os Centros de Vivência Agroecológica - CEVAEs, são equipamentos públicos comunitários de política de meio ambiente e segurança alimentar do Município de Belo Horizonte com atuação específica em programas de intervenção socioambiental, através de ações nas áreas de Educação Ambiental, Segurança Alimentar e Saúde, Agroecologia e Geração Alternativa de Renda.

Belo Horizonte possui quatro CEVAEs localizados em regiões de baixa renda, cujo objetivo principal é dar apoio às comunidades urbanas envolvendo-as num processo participativo, visando o desenvolvimento local sustentável. As quatro regionais atendidas pelos CEVAEs são: Regional Oeste - bairros Vila São Jorge, Leonina, Cascalho, Santa Sofia e Pantanal; Regional Venda Nova - bairros Jardim Europa, Jardim Comerciários, Nova York, Serra Verde; Regional Nordeste - bairros Beija-flor e Capitão Eduardo e; Regional Leste - bairros Granja de Freitas, Taquaril e Alto Vera Cruz.

Histórico

A proposta de criação de um Centro de Vivência Agroecológica foi elaborada por técnicos da Secretaria Municipal de Abastecimento no ano de 1993, quando foi enviado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente um projeto de parceria.
Neste mesmo ano a Secretaria de Meio Ambiente conseguiu a aprovação de recursos do Programa LIFE/PNUD da ONU, para o desenvolvimento de atividades no CEVAE dos bairros do Alto Vera Cruz, Taquaril e Granja de Freitas, que exigiu a participação de uma ONG para a efetivação de um convênio. Foi convidada a ONG Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas para ser parceira da Prefeitura de Belo Horizonte no desenvolvimento das atividades em 03 (três) CEVAEs aprovados pelo Orçamento Participativo e também no CEVAE Taquaril.

Justificativa

A par do diagnóstico sobre as condições de ocupação do espaço urbano nas periferias de Belo Horizonte, a Prefeitura Municipal iniciou em 1995, através da construção de quatro Centros de Vivência, a implementação de experiências pilotos demonstrativas da viabilidade da melhoria da qualidade de vida socioambiental de assentamentos urbanos de periferia com a participação popular.

Objetivos das Ações Realizadas através dos CEVAEs

· Melhorar a qualidade de vida urbana através da participação popular e desenvolvimento socioambiental, alimentar e cultural do cidadão, promovendo a melhoria do meio ambiente local;
· promover a educação ambiental e sanitária a partir dos contextos locais, procurando desenvolver nas crianças, jovens e adultos a percepção sobre o meio ambiente urbano e o compromisso com sua melhoria;
· promover a educação alimentar a partir da valorização dos conhecimentos locais, procurando desenvolver na população a percepção sobre a relação entre alimentação e saúde e a importância da alimentação saudável para melhoria da qualidade de vida;
· apoiar projetos de incentivo à melhoria das condições ambientais e sanitárias de populações de baixa renda das áreas de abrangência dos Programas;
· Fortalecer os grupos formais e informais das comunidades visando o aumento da participação popular na gestão das políticas públicas.

Como Atua

A metodologia utilizada para a promoção do desenvolvimento sustentável visa envolver os parceiros locais dos bairros no sentido de construir uma dinâmica de organização, com propostas de ações participativas e decisões compartilhadas entre o poder público e a sociedade civil, baseado nos seguintes fundamentos:
· gestão descentralizada através de um Comitê Gestor e Comissões Locais em cada CEVAE;
· desenvolvimento de ações práticas de experimentação, validação e difusão de tecnologias agroecológicas, socialmente apropriadas;
· utilização de formas participativas como base de intervenção em problemas ambientais como lixo, ausência de saneamento básico, poluição das águas, do solo, do ar e áreas degradadas, entre outros;
· promoção de parcerias.

Etapas da Metodologia

1. Sensibilização: resgate do processo histórico e das atividades dos grupos comunitários formais e informais, apresentação e identificação das interfaces entre os objetivos dos CEVAEs e dos grupos locais;
2. diagnóstico participativo: levantamento da realidade sócio ambiental, econômica, política e cultural das comunidades a partir do ponto de vista dos moradores;
3. planejamento participativo: a partir das informações do diagnóstico realiza-se a definição de prioridades e o planejamento de ações junto aos grupos comunitários, representados através de comissões temáticas;
4. experimentação participativa e difusão: desenvolvimento de experiências de desenvolvimento locais e difusão na comunidade.

Algumas das Ações Realizadas 
· Oficinas de reeducação alimentar e alimentação alternativa;
· oficinas de reciclagem de lixo;
· recuperação de espaços públicos através do plantio;
· oficinas de plantas medicinais (medicina natural);
· cursos de Educação Ambiental;
· oficinas de produção de hortas orgânicas;
· oficinas de técnicas agroecológicas;
· apoio

e assistência técnica a hortas e pomares comunitários;
· implementação de experimentos de revegetação de áreas degradadas e/ou de risco
· resgate e sistematização do conhecimento popular a respeito de alimentação, saúde e agroecologia;

· implantação de viveiros de plantas medicinais nos CEVAEs para difusão das "farmácias vivas";
· feiras de produção local;
· feiras de plantas medicinais.
Resultados apresentados
No caso dos resultados quantitativos do programa cabe destacar os seguintes dados obtidos:
· 9.728 pessoas direta / beneficiadas nas atividades realizadas;
· eliminação de 17 pontos de acúmulo de lixo;
· realização de 9 campanhas de arborização urbana, plantando 5.670 árvores;
· implantação de 98 áreas familiares piloto de experimentação em agricultura urbana;
· realização de 5 cursos de formação de monitores de agricultura urbana e meio ambiente e 4 cursos de medicina caseira;

· realização de117 oficinas de agricultura urbana, educação ambiental e medicina caseira.

Em relação aos resultados qualitativos do projeto, devemos destacar alguns aspectos fundamentais:
· reconhecimento do programa enquanto um política municipal de Meio Ambiente e Segurança Alimentar;
· experiência escolhida pelo programa LIFE / PNUD , como experiência demonstrativa de desenvolvimento urbano sustentável;
· consolidação de redes de desenvolvimento local nas áreas de influência dos CEVAEs;
· efetivação da co-gestão do projeto entre Prefeitura, Comunidades e ONG;
· acúmulo de práticas e reflexões sobre a agricultura urbana.

Principais Parceiros

Na Prefeitura de Belo Horizonte, os órgãos da mesma mais envolvidos com os CEVAEs, além da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, são os seguintes: Secretaria Municipal de Abastecimento/SMAB, as Administrações Regionais onde estão localizados os CEVAEs (SCOMGER's: Leste, Oeste, Nordeste e Venda Nova), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social/SMDS, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana/SMLU, a Secretaria Municipal de Habitação/SMHB, entre outros setores envolvidos com a melhoria da qualidade de vida das populações.
Além da ONG - Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas foram parceiros dos CEVAEs nestes cinco anos de existência o programa Life - PNUD - Programa das Nações Unidas, a Agência Católica Alemã Misereor; a UNICEF, a Visão Mundial e o IBAMA/Ministério do Meio Ambiente.

Localização dos CEVAEs
PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO URBANO
GERÊNCIA DE ÁREAS VERDES E GESTÃO AMBIENTAL
GERÊNCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS DE MEIO AMBIENTE
COORDENAÇÃO DO PROGRAMA CEVAE

Av. Afonso Pena, 4000 - 6º andar - Cruzeiro
Belo Horizonte/MG - CEP.: 30130-009
Tel.: (31) 3277-5040 - E-mail: gepem@pbh.gov.br

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SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE
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