Na Universidade de Wageningen, especialmente dedicada à pesquisa e ao ensino da agronomia na Holanda, existe um programa de Agricultura Social voltado para pessoas que precisam e podem se beneficiar dos efeitos terapêuticos e pedagógicos do cultivo comunitário de alimentos.
Por recomendação de Zsolt J.Varga (Wachama Talks) e na companhia de Tatiana Milene Sosa, pesquisadora participante do projeto, visitei a iniciativa em 31 de outubro de 2018.

Acima, instaleções administrativas, pedagógicas e de apoio ligadas ao programa de agricultura social,
Abaixo, um “jardim de cheiros” formado por plantas aromáticas e medicinais, junto ao espaço para reuniões da clientela e facilitadores do projeto.


Acima e abaixo, longas fileiras de diversas hortaliças, incluindo alho-porró, alface, brócolis, couve-flor, repolho etc.
Diferentemente dos projetos de agricultura social visitados no Porto e em Roma, onde os participantes cultivam suas parcelas individualmente, em Wageningen os plantios e seus cuidados são realizados em conjunto, permitindo uma interatividade importante para os objetivos do programa.


A produção obedece a um planejamento de rotação das culturas, e na época seca usa-se um sistema móvel de irrigação.

Muito impressionante.

Acima e abaixo, vista parcial da estufa do projeto.

Diferentemente dos projetos de agricultura social visitados no Porto e em Roma, em Wageningen os produtos podem ser vendidos.
Eles são comercializados em dois canais: (1) vendas no local a consumidores, para restaurantes e mercados – que precisam ser associados ao projeto, e (2) sistema de CSA (“agricultura apoiada pela comunidade”), onde cerca de 400 participantes pagam uma taxa anual que lhes dá direito de colher os produtos que desejam nas áreas cultivadas.

Abaixo, sacos de adubo orgânico biológico comprados.
Não há um processo sistemático de compostagem – falta notada também nos projetos no Porto e em Paris.

Três exemplos de compostagem sistemática
Uma pilha é preparada por mês, a ser usada 4 meses depois.

Acima, pátio de compostagem para restos de feiras-livres na cidade de São Paulo (2016) e minicental de compostagem comunitária em Visconde de Mauá (2015)
Abaixo, central de compostagem no Sri Lanka (antigo Ceilão, 1947).

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